quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Dêem-lhes mais autoridade!

Uma das memórias que retenho dos meus tempos de escola foi o dia em que um professor me pôs na rua pelo facto de eu ter dado um beijo na face à minha colega de carteira. “Não admito essa falta de respeito”, disse ele com autoridade, mandando-me, de seguida, sair da sala, com falta. Nem sequer ousei protestar, pois sabia que qualquer coisa que eu dissesse podia levar o professor a agravar a sanção, ou seja, a dar-me a famosa “falta a vermelho”. Uma falta disciplinar que dava direito a uma comunicação para os pais.
Alguém acredita que isso seria possível hoje? Pois a resposta é claramente um não. Hoje, o professor já não tem autoridade na sala de aula. Em nome das famosas boas práticas pedagógicas, retirou-se a autoridade do professor, levando a que os alunos possam fazer o que lhes dá na real gana dentro da sala de aula. Os vídeos que vão sendo colocados na internet demonstram-no bem. Os alunos, que reclamam mais e melhores direitos no seu estatuto, esquecem-se que também têm deveres. Dá-lhes prazer e estatuto gozar com os professores e vangloriarem-se desses feitos. Aos docentes, por sua vez, nada mais lhes resta do que deixarem que os abusos ocorram. Pois, caso tenham a infelicidade de mandar um grito mais forte para se impor, ou então, colocar alguém de castigo, arriscam-se a que o aluno fique profundamente chateado e vá fazer queixinhas aos pais. Estes, por sua vez, também não gostam e depois vão manifestar-se às portas da escola exigindo a expulsão do professor, insultando-o do piorio, de preferência, com as televisões presentes.
É engraçado ver o Ministério da Educação a tentar resolver estes problemas. A solução mais comum é a criação de uma comissão. Depois, surgem umas directivas superficiais que, umas vezes atenuam os problemas, outras agravam-nas. Confesso que não sou nenhum especialista em pedagogia. Não domino as grande teorias sobre as técnicas pedagógicas a levar a cabo dentro de uma sala de aulas. Mas há uma coisa que eu vejo. O professor está sem autoridade. E todos gozam com ele. Que tal voltar a dar-lhe os instrumentos necessários que lhe permita impor o respeito, não só na sala de aulas, como em toda a escola? Parece simples e talvez assim se resolvam alguns problemas que se verificam hoje nos estabelecimentos de ensino… não sei,… digo eu.

domingo, 28 de março de 2010

Pisco-te o Olho - Vila Viçosa



Em centenário da República, apetece-me lembrar a última coroação em Portugal...

Foto: José Carlos Ferreira

segunda-feira, 15 de março de 2010

É uma questão de civismo

Dou comigo muitas vezes a pensar qual será a razão pela qual as campanhas de prevenção rodoviária não dão os resultados que todo o país deseja. São campanhas por vezes verdadeiramente chocantes. Recordo-me daquela em que surgiam nos ecrãs jovens que ficaram com deficiências físicas devido aos acidentes que sofreram. Lembro-me também de uma outra com imagens de carros completamente desfeitos.
A última que me ficou na memória é aquela que, suponho, está a decorrer e que foi lançada pelo Governo Civil de Braga, em que se pediu aos párocos para sensibilizarem as pessoas para a importância de saber bem atravessar uma estrada.
Seria interessante avaliar qual o impacto que todas estas campanhas, que custam milhares de euros, têm tido na sociedade. A meu ver, mais importante que todas as mensagens chocantes que se pretendam transmitir, é difundir valores de civismo. Eu sei que é difícil.
A meu ver, se o civismo que vigora numa boa parte dos condutores portugueses fosse outro, uma grande maioria dos acidentes era perfeitamente evitada. Alguém já pensou que bastava, por exemplo, deixar passar um carro que está no eixo da via a tentar mudar de direcção há mais de dez minutos porque ninguém o deixa, para evitar uma série de chatices?
Ah! Também gosto muito quando vou na auto-estrada e estou a ultrapassar a 120 km/h um outro veículo e surge-me no retrovisor um “Alonso” a dar-me sinais de luzes. E insiste com as luzes… Apetece-me tirar o pé do acelerador e continuar na faixa da esquerda. Também não menosprezo aqueles que, ao entrar numa via principal, com o sinal de perca de prioridade, fazem-no como se não houvesse amanhã e numa atitude de que “isto é tudo nosso”. E, se por acaso, nós que vamos tranquilamente na via principal, não nos arredamos, eles começam a buzinar e fazer gestos obscenos e ameaçadores como se tivessem toda a razão do mundo.
Para estes, que não são poucos, não há campanhas, por mais chocantes, que façam moça. Para estes, chego a pensar que não há cura. No entanto, continuo a acreditar que tudo isto tem de passar por um trabalho que, paulatinamente, trabalhe mentalidades. Um trabalho que torne estas pessoas mais cívicas. Não basta chocar.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Olhem para a Protecção Civil da Madeira

Não vai há muito tempo que as regiões do Sul e Centro do país foram abaladas por um pequeno sismo que, apesar de não ter causado danos materiais, parece que assustou muitas pessoas.
Diz o Governo que as estruturas responderam à altura dos acontecimentos. Não houve problemas, mas estivemos prontos. Lembro-me que na altura, as declarações do ministro da Administração Interna me surpreenderam. Se bem me lembro, como diria o Nemésio, o sismo ocorreu por volta da 1h00. E, segundo o ministro, as estruturas da Protecção Civil conseguiram reunir-se à volta da mesma mesa para tomar o pulso da situação às 4h00.
Como dizem numa publicidade, que eu penso que até já não está ser difundida… “Boa!!”. Ora, se eu bem percebi, os senhores que determinam quais os meios e as situações que devem ser urgentemente resolvidas em caso de catástrofe demoraram três horas a chegar ao “gabinete de crise”. Bom, pelo andar da carruagem, podemos imaginar que, à boa maneira portuguesa, houve tempo de tomar um cafezinho para acordar, fumar um cigarrinho… à varanda. Na melhor das hipóteses., só devem ter começado a trabalhar lá para as 4h30.
Serve isto para dizer que é importante que se olhe para o exemplo do socorro e da acção das forças de segurança e de protecção às populações que nos tem chegado da Região Autónoma da Madeira.
É verdade que o Governo Regional apareceu quase cinco horas após a tragédia, o que o não poupou de algumas críticas. Mas, não é menos verdade que, quando Alberto João Jardim deu a cara já trazia o plano de acção todo delineado. Todas as entidades já estavam mobilizadas, no terreno a trabalhar e, muito importante, sabiam todas o que fazer. A informação manteve-se centralizada, o que impediu, e tem impedido, notícias contraditórias. Até agora ninguém viu, por exemplo, o comandante dos Bombeiros do Funchal a dar entrevistas. Por tudo isto, sirvo-me deste espaço para, não só me manifestar solidário para com o povo madeirense, como também para prestar a minha homenagem a todos aqueles que estão a trabalhar. Que a acção da Protecção Civil da Madeira seja um modelo para o país.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pisco-te o Olho - Vila Praia de Âncora



Faz precisamente hoje um ano que um Amigo partiu... A 20 de Fevereiro de 2009 coloquei aqui um pôr do sol. Hoje, volto a fazê-lo, com a promessa que, a partir de agora, sempre que eu conseguir um belo entardecer, irei partilhá-lo convosco... em tua memória, Luís...

Foto: José Carlos Ferreira

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Estou calmo e sereno…

Correspondendo ao repto e ao desejo do senhor Presidente da República, posso garantir ao país que estou calmo e sereno. Mas, há coisas que se estão a passar que me deixam completamente chateado.
Não me refiro directamente à Lei das Finanças Regionais. Essa foi mais uma birra das várias a que o Governo nos tem habituado.
O que me chateia verdadeiramente são os dez milhões de euros que o Governo atribuiu à Comissão para as Comemorações do Centenário da República. Quer dizer, para umas coisas, o país está mal, é preciso congelar salários, algumas obras não podem ir para a frente e não se pode dar mais 50 milhões à Madeira para corrigir uma injustiça do tempo de Guterres. Mas para outras, é o verdadeiro regabofe.
Na abertura oficial das comemorações ouvi o presidente da comissão dizer que vamos ter ao longo deste ano cerca de 500 eventos para celebrar o centenário da República. Se fizermos uma divisão linear dos dez milhões de euros pelos 500 eventos, chegamos à conclusão que cada um custa cerca de 200 mil euros.
Eu não sei que tipo de eventos vão ser. Para já só ouvi falar numas exposições. A custarem 200 mil euros, devem ser muito interessantes, isto tendo em conta que há por aí uns museus que apresentam ao público mostras de grande interesse e que são muito mais baratas.
Ora, em tempo de crise, não se pode, na minha opinião, dar mostras à União Europeia que somos uns foliões, onde, se é para festejar, não falta dinheiro.
Devia haver mais exemplos no país como a tomada de atitude da Câmara da Vidigueira. O presidente decidiu reduzir o seu salário e o dos seus vereadores, aumentando em 80 euros os salários mais baixos dos trabalhadores da autarquia. O senhor presidente da Câmara da Vidigueira ainda desafiou os seus colegas, os membros do Governo, os deputados e o Presidente da República a seguirem-lhe o exemplo, mas… assobiaram todos para o lado… É claro que eu estou calmo e sereno, mas bastante chateado…

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Pisco-te o Olho - Ponte da Barca



Algumas pessoas queixam-se de andar pelas ruas da amargura. E neste tempo de crise, este é um sentimento que se tem espalhado de forma assustadora. Da proxima, quando ouvir alguém a queixar-se, já sei por anda... numa das ruas mais típicas do centro histórico de Ponte da Barca.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Até parece que a crise acabou

Todos sabemos que o mundo passa por uma crise profunda que, por muito que nos queiram fazer crer que já se vê a luz ao fundo túnel, tarda mesmo em ser ultrapassada.
Dizem-nos que os sinais de retoma económica já se fazem sentir. Esses sinais são ténues, afirmam-nos os políticos, mas os mercados já começam a reagir positivamente.
Por outro lado, temos economistas, pensamos nós que mais cépticos, que nos vão avisando que a crise está ainda para durar e que 2010 será um ano em que as melhorias dos mercados não se vão notar. A esses, os políticos vão chamando profetas da desgraça, velhos do Restelo e outros nomes mais pomposos, na tentativa de nos mostrar que, afinal, a razão está do lado dos optimistas.
Mesmo fazendo discursos muito bonitos, alguns dos quais anunciam mesmo, com pompa e circunstância, que a crise já acabou e que a partir de agora é sempre a melhorar, a prática dos políticos acaba por nos mostrar que, provavelmente, os economistas é que estão certos.
Mais uma vez tem se ouvido falar em congelamento de salários para os funcionários públicos. De repente, surgem as ameaças que se Orçamento de Estado não for aprovado tal como o Governo o cozinhou, a situação vai ficar pior.
Estes são sinais aos quais os portugueses têm de estar atentos. São sinais que nos obrigam a pensar e a chegar à conclusão que, se calhar, a situação financeira não é aquela que nos querem levar a acreditar através dos discursos oficiais.
Eu sei que se pode gerar a confusão na cabeça de qualquer pessoa com as informações que vão sendo lançadas na opinião pública. Quando se atribuem dez milhões de euros a uma comissão para celebrar o centenário da República, pode-se ser levado a pensar que este é um país a nadar em dinheiro. E, reparem que dez milhões de euros é só para começar. Conhecendo eu este país, como conheço, no final vão fazer-se as contas e vão chegar à conclusão que houve uma derrapagem de mais uns milharzitos, que o Governo prontamente irá disponibilizar. Assim, até parece mesmo que a crise já acabou.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Pisco-te o Olho - Braga




Fez precisamente ontem um ano que nevou em Braga. Hoje, ela volta a aparecer, para encanto de muitos. Pronto, senhora neve, sendo assim, considero já uma tradição a sua aparição em Braga nos primeiros dias de Janeiro. Para o ano, conto outra vez consigo. Mas se quiser aparecer antes, seja bem aparecida...

Fotos: José Carlos Ferreira

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pisco-te o Olho - Labruge



Nestes últimos dias, o mar tem andado "bravo"... tal e qual como eu gosto de te ver...

Foto: José Carlos Ferreira

domingo, 27 de dezembro de 2009

Solidariedade

Para falar a verdade, acho que nunca ouvi tantas vezes a palavra solidariedade a ser pronunciada durante todo o ano como neste Dezembro. Não há associação no país que não aproveite esta época natalícia para desenvolver uma campanha de… solidariedade.
Não estou contra tudo o que se faça em nome da solidariedade, contudo, acho que deveríamos espalhar o uso desta palavra pelo resto do ano. Já dizem alguns investigadores famosos que a concentração pode ser prejudicial.
Não sei se já repararam mas, quando alguém, a meio do ano, nos vem com um discurso onde se apela à solidariedade, uma grande parte dos receptores parece estar em “stand by”. Ou então, os que estão em “on”, lá vão mandando umas “boquitas” referentes àqueles que vão ser os beneficiários dessa mesma solidariedade, do género… “o que eles precisavam era de ir trabalhar... e olha que trabalho não falta… há aí muita casa e vãos de escada para limpar”.
No entanto, se o mesmo discurso for proferido em Dezembro, já obtemos reacções completamente diferentes. O chamado “espírito natalício” parece que amolece consciências… até aquelas que, ao longo de 11 meses, são autênticos maciços graníticos.
Já temos provas dadas que os portugueses, quando querem, são generosos. Sabem ser solidários. Até os mais pobres acabam por contribuir em prol daqueles que são ainda mais pobres.
Acredito piamente que, se esta solidariedade fosse repercutida mais vezes ao longo do ano, e não apenas concentrada em Dezembro, Portugal seria, sem dúvida, um país diferente. Não é preciso que a solidariedade se manifeste apenas com dinheiro ou a dádiva de cabazes com géneros alimentícios. Há outros tipos de solidariedade que é necessário levar a cabo durante doze meses.
A Associação Empresarial de Portugal sugeriu esta semana a redução do número de feriados. Uma proposta já contestada pelo Bispo do Porto. Não seria mais inteligente por parte dos empresários sugerirem, por exemplo, a dádiva de um dia dos seus trabalhadores à causa do voluntariado? Esta é uma forma, no meu entender, de solidariedade que devia ser praticada de Janeiro a Dezembro.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pisco-te o Olho - Porto


A visita ao Sealife, no Porto, vale a pena, apesar do bilhete ser caro.

Foto: José Carlos Ferreira

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pisco-te o Olho - Gerês III


Ontem em Leonte, perto da Portela do Homem, deve ter nevado... que pena ter passado por lá com uma semana de antecedência...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Eles que se arredem, ou então…

Há dias ficámos todos a saber que o TGV, no trajecto entre Braga e Valença, vai levar à sua frente, sem dó nem piedade, uma série de construções. Segundo o Estudo de Impacte Ambiental das propostas para o traçado que se encontra em discussão pública, e que o Diário do Minho divulgou no passado dia 16 de Novembro, ao todo podem estar em causa 164 habitações e uma dúzia de pequenas empresas.
Contudo, sem menosprezar aqueles que estão em risco de ficar sem a casa que construíram sabe-se lá com que sacrifícios a troco do progresso e de indemnizações provavelmente mal pagas, o meu olhar pretende ser um pouco mais incisivo.
Ainda segundo o trabalho elaborado por Joaquim Fernandes, o Estudo de Impacte Ambiental identifica um conjunto de 14 impactes directos sobre o património monumental e cultural. Os casos mais preocupantes, acrescenta, são três sítios arqueológicos, dois conjuntos com interesse etnográfico e nove monumentos construídos, entre eles, igrejas, capelas e solares.
Outro caso que também se ficou a saber há umas semanas atrás diz respeito aos acessos ao novo hospital de Braga. Segundo consta, aquela estrada vai passar a rasar… pronto estou a exagerar,… vai passar muito perto das Sete Fontes.
Ora, perante estes exemplos não posso deixar de ampliar aqui uma frase que o meu amigo, e colega de trabalho, Francisco de Assis me disse numa conversa informal que tivemos. A bem do apregoado progresso, eles, leia-se monumentos, que se arredem. Estamos a falar de um património construído há séculos, que engloba testemunhos de um passado preservado até aos nossos dias e que um qualquer TGV pretende agora engolir em poucos dias.
Quem hoje apresenta uma mentalidade de tamanho facilitismo em relação ao património, ou seja, se incomoda, deite-se abaixo, é muito provável que daqui a alguns dias venha por aí fora defender a eutanásia. Mas, o que me preocupa mesmo é que, perante esta ideia do “eles que se arredem, ou então vão abaixo”, não haja reacções. As pessoas só irão despertar quando ouvirem o apito do TGV e constatarem que acordaram no meio da linha.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

Gosto cada vez mais da 2

Tenho dado comigo a pensar nestes últimos dias sobre a televisão que temos em Portugal. Não naqueles canais que são pagos, mas naqueles quatro gratuitos que chegam à grande maioria dos portugueses.
E, neste vaguear, chego a uma pequena conclusão. Temos uma televisão que é o retrato da nossa maneira de ser. Na minha modesta opinião, se olharmos bem à nossa volta, podemos verificar que o português tem um leve toque de inveja no mais profundo do seu ser. Às vezes nem dá por ela, mas que está lá no fundinho, garanto que está. É tipicamente nosso. Por causa dessa invejazinha, somos muitas vezes levados a cometer erros de que mais tarde nos havemos de arrepender. Por exemplo, o Manuel abre um negócio numa determinada rua, onde toda a gente está convencida que, ali, aquilo não vai dar nada. No entanto, o Manuel começa a ter sucesso. As vendas aumentam e, num prazo de três semanas, na mesma rua, há dois ou três empresários que não resistem àquele bichinho chamado inveja e que rói as entranhas por dentro, e abrem outros tantos negócios exactamente iguais ao do Manuel. Não só não ganham nada com aquilo, como estragaram a vida ao Manuel.
Pois, com a nossa televisão é exactamente igual. Um dos canais decide avançar com um concurso de música e chama-lhe… deixa cá ver,… “Uma Canção Para Ti”. É para descobrir novos talentos vocais entre os mais novos. Faz sucesso… São os pais, os avós, os tios, as tias, enfim toda a família a garantir audiências. Ora, no canal ao lado fica-se furioso… O que é que vamos inventar para também ganhar audiências? Já sei… um concurso chamado “Ídolos”, que é para encontrar novos talentos vocais entre os jovens. Mas, no outro canal mais ao lado também ninguém está contente. Apesar de terem ganho as transmissões do único jogo de futebol em sinal aberto por semana, ganharam ainda o direito dos resumos. Só que os concursos estão a roubar audiências ao “Domingo Desportivo”. Vai daí, acabe-se com esse programa e avança-se com… um concurso que move famílias. Ora, perante tudo isto só me resta uma solução. Gostar cada vez mais da 2.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pisco-te o Olho - Castro Laboreiro



É o castelo de Castro Laboreiro... É assim que está o nosso património...

Foto: José Carlos Ferreira

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pisco-te o Olho - Braga



Nestas últimas romarias do Minho dedicadas a S. Miguel fiz uma descoberta espantosa. O Noddy, tal como o nosso Primeiro-ministro, é vaidoso...

Foto: José Carlos Ferreira

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Acabou

Chegou ao fim um ciclo de eleições que deixou o país enfeitado e em festa durante vários meses como se não houvesse crise. Foram cartazes, foram sacos, foram panfletos… enfim, um sem número de artigos multicolores partidários que durante muitos meses andaram a ser distribuídos pelas populações.
Primeiro foram as europeias, depois vieram as legislativas e, por fim, foram as autárquicas. Cada um destes momentos teve os seus candidatos, cujos cartazes nos vigiaram desde o mês de Junho até agora.
Para nós, jornalistas, também chegou ao fim um período fértil em contactos. Um período onde, ao contrário do que acontece no resto do tempo, é fácil chegar aos políticos, é fácil falar com eles, é fácil obter declarações. Aliás, alguns até ficam mesmo chateados por não verem as suas notícias a serem veiculadas nos órgãos de comunicação social. Há mesmo quem ande de régua na mão a medir as notícias para depois protestar… “eh pá, a minha é mais pequena que a tua”.
Tudo isto acabou. Vamos voltar aos tempos em que, para falar com aquele eleito, que até nos deu o seu número de telemóvel descartável durante a campanha, temos de passar por 25 secretárias e outros tantos assessores que, gentilmente, nos vão dizendo… “o senhor doutor está em reunião”. E, finalmente, quando chega as 12h30, hora a que nos disseram que a reunião deveria acabar, e depois de passar pelo mesmo calvário de secretárias e assessores, chega a famosa resposta: “Que azar… a reunião acabou há um quarto de hora e o senhor doutor acabou agora mesmo de sair para almoçar e já não deve voltar porque vai visitar umas obras”.
É assim, acabaram-se as facilidades. Já agora, também gostava que se acabassem com os cartazes que estão nas ruas e que, aposto, vão chegar ao Natal carcomidos pela chuva e pelo sol do Verão de S. Martinho. Se não for pedir muito, limpem Portugal das campanhas eleitorais. Sabem? Acabou.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pisco-te o Olho - Vila Praia de Âncora


A chuva e o vento fazem-me crer que o Verão acabou... Ainda tenho esperança no S. Martinho... Gostava tanto de saber onde foi parar a fotografia que ele lhe tirou naquele dia ao entardecer...

Foto: José Carlos Ferreira

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pisco-te o Olho - Vila Nova de Cerveira


A minha forma singela de celebrar e assinalar o Dia Mundial do Idoso.

Foto: José Carlos Ferreira

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A galinha da minha vizinha…

Nesta semana que passou tive a oportunidade de assistir a um concerto muito intimista de um projecto português que tem por nome “Amália Hoje”. Depois de tantas semanas a ocupar o primeiro lugar na lista dos discos mais vendidos em Portugal, Braga teve a sorte de os ouvir.
Contudo, este mini-concerto, ou melhor, actuação familiar, não aconteceu em nenhuma das grandes salas de espectáculo de Braga. Aconteceu no fórum da FNAC que, nessa noite, estava a abarrotar.
Foi aí que todos os presentes tiveram a oportunidade de conhecer a agenda dos “Amália Hoje” para os próximos tempos, sendo que depois, cada um irá para os seus grupos de origem e o projecto irá terminar. Ficámos a saber que eles iriam tocar logo no dia a seguir em Guimarães. Ficámos também a saber que estão agendados concertos para os Coliseus de Lisboa e do Porto e para o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. E ficámos ainda a saber que estão marcados dois concertos para o dia 10 de Outubro, um às 18h00 e outro às 22h00, no novíssimo Teatro Municipal de Vila do Conde.
Será que Braga podia figurar neste itinerário? Podia, digo eu… Mas não figura. Porquê? Não sei. Mas é nestas alturas que fico a pensar que estes bons concertos nos passam um pouco ao lado. E depois surgem notícias que dão conta que, 50 por cento dos frequentadores do Centro Cultural de Vila Flor são de fora de Guimarães. Aliás, os membros dos “Amália Hoje” garantiram que ali, o espectáculo esgotou num fechar de olhos.
Outro exemplo que mostra bem a importância de uma boa programação é o Teatro Municipal de Vila do Conde, cuja reabilitação foi inaugurada no Verão. Para este mês figuram, não só grandes nomes como Teresa Salgueiro e a Orquestra Filarmónica das Beiras e Bernardo Sassetti, mas também muitos grupos do concelho que são garante de uma plateia composta.
Eu sei,… esta não é a primeira vez que critico a programação do Theatro Circo e também já sei que muitos estarão agora a dizer… “lá está este com o síndroma da galinha da minha vizinha é melhor que a minha”.